Entrevista: Arnaldo Chaves, pré-candidato à prefeitura de Igarapé

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Ainda sem um vice-prefeito confirmado, o pré-candidato, pelo partido Progressistas (PP), respondeu ao jornal algumas questões sobre pandemia, segurança, educação e violência no município. Foto: Arquivo pessoal.

Pré-candidato pelo partido Progressistas (PP), Arnaldo falou sobre pandemia, segurança, educação e violência no município

O empresário e ex-prefeito de Igarapé, Arnaldo Chaves, de 55 anos, é pré-candidato à prefeitura da cidade nas eleições de 2020. E, na semana passada, concedeu uma entrevista à Folha Vale de Paraopeba para falar da pré-candidatura, pandemia, segurança, educação e violência no município.

Ainda sem um vice-prefeito confirmado, o pré-candidato, pelo partido Progressistas (PP), respondeu ao jornal algumas questões sobre os temas citados. Confira:

FVP: Ao contrário de suas cidades vizinhas, Betim E São Joaquim de Bicas, o município de Igarapé até o momento não registrou nenhum óbito por conta da Covid-19, qual sua avaliação sobre isso?

Arnaldo Chaves: Não é tão fácil de entender a situação atual e nem tão simples decidir qual atitude tomar. Sempre haverá algum questionamento na questão de abrir ou fechar o comércio, pois muitos precisam da renda fixa. Em Igarapé acho que o que está ocorrendo é uma conscientização dos moradores da própria cidade.

FVP: Como você vê a possibilidade de assumir no ano que vem uma cidade pós-pandemia?

Arnaldo Chaves: Há três meses, a gente imaginava um cenário totalmente diferente do atual, porém nem por isso posso desistir. São desafios que acabam exigindo mais. Nesse contexto, pretendo buscar administrar bem o que me chegar às mãos, só na hora que estiver no cargo saberei o que fazer com o que tem. Além de prioridades, como educação e saúde, irei buscar agregar novas receitas para trabalhar com os recursos existentes, diante da ajuda e compreensão da população.

FVP: Os moradores de Igarapé almejam há um tempo o tratamento de saneamento o básico, o senhor teria alguma proposta para isso?

Arnaldo Chaves: Durante meu mandado de 1993 a 1996, tínhamos uma carência enorme no sistema de esgoto da cidade e construímos mais de 50 quilômetros de sistema sanitário. Além de começar a pensar em uma avenida sanitária como solução para evitar que o esgoto da comunidade seja despejado no córrego, prejudicando o meio ambiente. No mandato posterior, foi feito a concessão das obras ficando a cargo da Copasa a implantação do esgoto para ampliação da rede. Já era para estar tudo pronto, mas segundo a empresa, por questões legais não foi possível efetuar a obra. Porém sabemos que o trabalho tem que ser feito, então iremos procurar a Copasa para que ela possa fazer o papel dela, e interagir com a empresa para mostrar que isso é muito importante pra cidade, e assim avançar com as obras.

FVP: O que você acha que pode fazer diferente da sua última gestão?

Arnaldo Chaves: Igarapé é muito carente de infraestrutura, nas últimas décadas foram aprovados loteamentos de maneira indiscriminada e isso foi gerando uma deficiência causada por esses empreendimentos. E é assim, o empreendedor vende o lote e deixa a conta pra prefeitura. Isso faz com que a população aumente de forma desordenada e acaba dificultando o trabalho da prefeitura. Devemos fazer a cidade evoluir na parte econômica trazendo empresas e, paralelo a isso, capacitando os cidadãos para trabalhar nessas empresas, fazendo o dinheiro circular na própria região.

FVP: Segundo uma pesquisa do Armazen do Sistema Integrado de Defesa Social, publicado no jornal Estado de Minas, mesmo em tempos de pandemia o número de homicídios em Igarapé tem aumentado, como o senhor pretende trabalhar na segurança da população?

Arnaldo Chaves: Uma vida que se perde é uma tristeza muito grande para todos. A droga, infelizmente, tem sido o motivo da maioria dos óbitos, eu penso que temos que começar na educação. Sendo assim, desejo criar trabalhos sociais para o cidadão, e assim entender e identificar quem são essas famílias que estão sofrendo com isso. Talvez com trabalhos em parcerias visando a educação dos jovens até mesmo promovidos pela igreja católica ou evangélica. Se a gente conseguir resgatar uma vida, já vale a pena. Também vejo muitas pessoas efetuando doações para pessoas mais carentes na cidade nesta pandemia, penso em criar um banco de dados com essas informações para que em momentos como esse as famílias a serem contempladas sejam as que realmente precisam. Queremos também oferecer a essa população não só alimentos, mas ferramentas que identifiquem seu potencial para que posteriormente esse cidadão possa conseguir entrar no mercado de trabalho.

FVP: Como está sendo fazer pré-campanha eleitoral na época de pandemia? E o que você espera das eleições municipais 2020?

Arnaldo Chaves: Na verdade, a pré-campanha é no dia a dia. Antes de pensar em candidato, tenho o convívio diário com os moradores e escuto muito o desejo e a opinião de cada um. Nesse momento de pré-campanha, há algumas ferramentas para comunicar-se com os eleitores, como as redes sociais. Contudo procuro mais é ouvir a necessidade de cada um. Há também reuniões partidárias com pequenos grupos sendo feitas, com toda segurança por conta da pandemia, para falar das intenções de campanha com pessoas do partido ou possíveis apoiadores. Nesta eleição espero respeito, é o que eu sempre tenho pregado. Não temos inimigos, temos adversário. Não deixo de conversar com ninguém. Ao contrário, às vezes, até provoco diálogos com os possíveis concorrentes, pois é importante trabalhar em cima de ideias e propostas de ambos os lados para uma construção e não desconstrução de Igarapé.

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