Familiares se reuniram no Centro da cidade em caminhada. Buscas não têm prazo para serem finalizadas.

Nesta segunda-feira (25) completou-se um mês de uma das maiores tragédias já vivenciadas pelo Estado de Minas Gerais. O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, já acumula a triste marca de 179 mortos e 131 desaparecidos.

O dia foi de tristeza em Brumadinho. De acordo com informações da Agência Brasil, durante a manhã, familiares das vítimas se reuniram no Centro da cidade para prestarem homenagens. Vestindo roupas brancas, eles realizaram uma cerimônia para homenagear os bombeiros, militares e voluntários que atuam nos trabalhos de buscas às vítimas do desastre.

Portando balões, faixas e cartazes com mensagens de protesto, os manifestantes foram até a ponte sobre o Rio Paraopeba. O curso d’água foi seriamente atingido pelos quase 12 milhões de toneladas de rejeitos e está comprometido, sendo proibido o consumo de água ou alimentos provenientes dele.

No local, a banda local apresentou o hino nacional e os presentes fizeram orações em memória às vítimas. Por volta de 12h30, próximo ao horário em que a barragem da Vale se rompeu há um mês, um helicóptero lançou pétalas de rosas sobre o Rio Paraopeba.

Buscas continuam

De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, as buscas permanecem firmes, sem previsão para terminar. “Só anunciaremos o fim das buscas quando todos os corpos tiverem sido encontrados ou quando atingir o patamar de ser impossível localiza-los, devido a decomposição da matéria orgânica junto à lama. Fora isso, continuaremos na região”, disse.

Nesta segunda-feira, segundo ele, foram localizados mais seis segmentos corporais. O foco, agora, é na área denominada Remanso 3, que estava inundada e teve a água drenada. No total, há 14 pontos de buscas em todo o perímetro onde a lama derramou. Neles estão espalhadas 54 máquinas pesadas. Os cerca de 150 militares de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina também operam com o auxílio de drones e cães farejadores. “Essa é a maior operação de salvamento já realizada no Brasil”, destacou Aihara.

 

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