Moradores de Betim participam de simulado de emergência em barragem

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Participantes foram orientados sobre rotas de fuga e pontos de encontro seguros. Foto: Adeildo Silva.

Ação foi no bairro Petrovale, próximo à Brasmic, empresa de mineração de areia

Cerca de 200 pessoas participaram de um simulado de evacuação em caso de rompimento de barragem da Brasmic, no bairro Petrovale, em Betim, no dia 28 de abril. A medida foi executada atendendo às exigências da Agência Nacional de Mineração (ANM), que considera como sendo de alto risco associado toda estrutura do tipo, onde há população próxima.

Durante a ação, quatro sirenes de alto alcance instaladas no entorno tocaram e os moradores foram orientados a como agir em caso de rompimento, quais as rotas devem ser seguidas e pontos de encontro seguros. A iniciativa também contou com a participação da Defesa Civil de Betim, Corpo de Bombeiros e outros órgãos públicos.

“Esse simulado é para iminência de rompimento, quando a empresa detecta que aquela barragem corre risco de romper. Nesse caso de iminência, há um prazo maior para a população, já treinada pelo simulado, deslocar para um ponto seguro”, afirmou o capitão Ramiro de Barros Coelho, superintendente da Defesa Civil municipal.

“O simulado tem a função preventiva, para preparar e treinar a população no caso de algum risco”, completou o diretor da Brasmic, Márcio Braga.

Ele explica que a barragem foi construída em 1990 e o último alteamento feito em 2008, pelo método à jusante (considerado mais seguro em comparação com o método à montante, usado na barragem rompida em Brumadinho, por exemplo). A estrutura é considerada de pequeno porte, com 23 metros de altura e 1,1 milhão de metros cúbicos de rejeitos (a título de comparação, a de Brumadinho tinha em torno de 11 milhões de m3).

Segundo Braga, conforme o estudo de Dam Break, que avalia os impactos em um possível rompimento, a onda de lama atingiria uma distância máxima de 1.750 metros, e a população do entorno está a cerca de 500 metros, próxima às ruas Itália e Cabo Verde, onde existem 70 casas e cerca de 270 moradores. Porém, o diretor garante que a estrutura segue todas as normas de segurança.

“Atualmente o rejeito é depositado em cavas de extração em pilha de estéril seco e a barragem não é mais utilizada. Mas, como ela não foi descomissionada, é considerada uma estrutura ativa. Por isso, fazemos uma vistoria quinzenal e protocolamos no sistema da ANM”, disse.

Ele ainda ressalta que a barragem passa por uma avaliação técnica duas vezes por ano. A última, realizada em março, atestou que a barragem é estável. “Nós tivemos um índice de 1.81, o que significa que a barragem é 81% mais resistente do que toda a carga de força que está no barramento. Portanto, é absolutamente segura”, frisou.

 

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