Polícia Civil trabalha para identificar crânio encontrado em Brumadinho

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O material encontrado é remanescente da ponte Alberto Flores e estava na frente de trabalho, Espera 2, local em que se faz a secagem e a dobra (vistoria) do rejeito. Foto: CBMG/ Divulgação.

Caso mais uma vítima seja identificada, sobe para 260 o número de mortes e, consequentemente, cai para 10 as que continuam desaparecidas

Na noite dessa segunda-feira (3), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que trabalha na identificação de um crânio encontrado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), durante as buscas pelas pessoas desaparecidas vítimas do crime humano de responsabilidade da Vale, em 25 de janeiro de 2019. A parte íntegra encontrada pelos militares deu entrada no Instituto Médico legal (IML), em Belo Horizonte.

“O crânio é remanescente da Ponte Alberto Flores, e está com a arcada dentária superior parcialmente preservada, o que pode facilitar a identificação por meio de exame de DNA”, disse o CBMG.

O Corpo de Bombeiros está há 376 dias ininterruptos no local da tragédia. Foto: CBMG/ Divulgação.

Caso mais uma vítima seja identificada, sobe para 260 o número de mortes e, consequentemente, cai para 10 as que continuam desaparecidas, um total de 270 vítimas fatais. Entretanto, esse número é contestado pelas famílias de Brumadinho, que contam 272, incluindo dois bebês que estavam na barriga das mães.

A PCMG informou que há equipes de antropologia legal e odontologia-legal trabalhando a fim de concluir a identificação de maneira mais rápida. Porém, “mantendo a necessária qualidade técnica”, disse.

O Corpo de Bombeiros está há 376 dias ininterruptos no local da tragédia, e não há uma data estipulada para encerrar os trabalhos. “A intenção é assegurar às famílias uma despedida mais digna”, finalizou a corporação.

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