Prefeitura de Betim está recebendo cerveja Backer com suspeita de contaminação

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Ao executar o ato de entrega, o setor responsável irá lavrar um Termo de Interdição Cautelar, conforme previsto na legislação.Foto: Reprodução/ Instagram @cervejariabacker

Consumidores podem entregar as garrafas na sede da Vigilância Sanitária

A Prefeitura de Betim anunciou nesta sexta-feira (17), que está recebendo garrafas dos oito rótulos da cervejaria Backer de qualquer lote. As cervejas devem ser entregues na Vigilância Sanitária, localizada no Centro Administrativo da Prefeitura, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 16h30.

Entretanto, o serviço será apenas para pessoas que tenham comprado as bebidas para o consumo próprio. Ao executar o ato de entrega, o setor responsável irá lavrar um Termo de Interdição Cautelar, conforme previsto na legislação. Sendo assim, a garrafa ficará sob custódia. Se for necessário, os produtos serão encaminhados para os órgãos responsáveis pela investigação.

De acordo com o Diretor de Vigilância em Saúde, Nilvan Baeta, não serão recebidas cervejas de estabelecimentos comerciais como bares, restaurantes e supermercados. Ele explica ainda que, as cervejas sob custódia da Vigilância Sanitária não poderão ser usadas para solicitações de indenização. Caso o consumidor queira requerer algum direito, ele deve ficar com a garrafa e procurar o Procon.

A Secretaria Municipal de Saúde está em alerta para qualquer notificação de caso suspeito de intoxicação por causa do consumo da cerveja e da síndrome nefroneural, no município. “Se houver algum caso suspeito em Betim, a orientação é fazer a notificação imediata ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais”, esclareceu o secretário de Saúde, Guilherme Carvalho.

Caso Backer

Desde o início do mês, algumas pessoas começaram a sentir um mal-estar. Ambas, por coincidência ou não, teriam frequentado o bairro Buritis, em Belo Horizonte. Até então essas eram as únicas informações sobre o fato.

Após investigações, a Polícia Civil chegou à conclusão que os pacientes internados e os que morreram, até aquele momento com quadros de intoxicação exógena em Minas Gerais, haviam consumido a cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer. As substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol são as responsáveis pelas mortes e internações de quem consumiu a bebida.

Mais rótulos contaminados

Até o momento, três óbitos foram registrados por conta do envenenamento que leva à pessoa a sofrer com a síndrome nefroneural. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), são 14 internados com intoxicação por dietilenoglicol atualmente, todos com estado grave e com risco de morte.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em um dado divulgado nessa quinta-feira (16), foram encontradas as substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol em outras seis marcas da Backer, além da Belorizontina e da Capixaba – versão da Belorizontina vendida no Espírito Santo.

As cervejas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2 também são os outros rótulos com lotes contaminados. O Mapa também elucida que investigações estão sendo feitas a fim de esclarecer como a presença dos contaminantes monoetilenoglicol e dietilenoglicol foram parar dentro dos frascos das bebidas contaminadas.

Confira abaixo a lista das cervejas e lotes contaminados:

(foto: Reprodução/Mapa)

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