“Retorno provisório” é motivo de transtorno para moradores e gera acidentes entre veículos

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Local da batida fica logo depois do Centro de Referência Divino Braga, na avenida Juiz Marco Tùlio Isaac no primeiro retorno à esquerda para quem deseja voltar na avenida sentido shopping Monte Carmo. Foto: José Lara/ Divulgação.

Utilizada há quase 9 meses, a ponte que fica logo depois do Centro de Referência Divino Braga, passou a ser “mão inglesa”, contudo a falta de sinalização e orientação têm resultado em algumas batidas

Um retorno “provisório” tem gerado transtorno para motoristas que, como consequência, acabam protagonizando acidentes de trânsito, como ocorreu na manhã de ontem (2), quando uma motocicleta, na qual estava um casal, foi parar debaixo de um ônibus da linha 830 A.

O local da batida fica logo depois do Centro de Referência Divino Braga, na avenida Juiz Marco Túlio Isaac no primeiro retorno à esquerda para quem deseja voltar na avenida sentido shopping Monte Carmo.

A ponte passou a ser um retorno provisório desde o dia 2 de dezembro do ano passado, devido a construção de um viaduto, anunciado no dia 8 de fevereiro de 2018, sobre a avenida Marco Túlio que interligará a rua Inconfidentes com a rua Osvaldo Rodrigues Pereira, ao lado do shopping Monte Carmo, ligando assim regionais Centro e Alterosas.

Trecho onde ocorreu a batida destacado de vermelho. Fonte: Google Maps.
Trecho onde ocorreu a batida destacado de vermelho. Fonte: Google Maps.

No trecho (destacado de vermelho na imagem), que antes era de mão única, os motoristas devem ficar atentos, pois ao convergir na ponte devem continuar na mão esquerda. Essa manobra é conhecida como “mão inglesa”, já que o normal no trânsito nacional é seguir pelo lado direito da pista. Segundo alguns transeuntes, os acidentes ocorrem por falta de sinalização, o que leva aos motoristas praticarem atos de imprudência.

O porteiro José Lara, de 50 anos, morador do bairro Jardim Brasília, que presenciou o acidente na manhã dessa quarta-feira (2), explicou que as batidas tem sido constantes, “duas ou três vezes por semana”.

“Os motoristas vêm na contra-mão, pois a ponte era só de uma mão, mas agora é mão inglesa, e colocam a vida dos moradores que transitam por aqui em perigo constante. Imagina na hora que voltar as aulas. Está bagunçado, tão bagunçado, que não tem nem explicação. O semáforo que tem lá, desde que a ponte foi inaugurada, nunca funcionou”, esclareceu o porteiro.

“E o motivo dos transtornos não é apenas a obra do viaduto ao lado do shopping Monte Carmo que está em construção, mas sim porque fizeram a mudança e esqueceram que tem a avenida Goiás que faz com que os motoristas entrem na contra-mão (na ponte) e o trânsito vira aquela bagunça. E olha que eles estão fazendo mais dois viadutos nessa avenida, porém esqueceram da obra do Monte Carmo. Até os veículos de transportes municipais que tiveram que mudar o itinerário, por conta do fechamento da antiga passagem, cometem infrações dentro dos bairros para poupar tempo”, finalizou José.

O jornal entrou em contato com a Polícia Militar de Minas Gerais para obter mais informações sobre o acidente, porém, até o momento, nenhum registro da ocorrência foi efetuado.

Obra

A passagem estreita passou a ser um retorno provisório desde o dia 2 de dezembro do ano passado, devido a construção de um viaduto, anunciado no dia 8 de fevereiro de 2018,  sobre a avenida Marco Túlio que interligará a rua Inconfidentes com a rua Osvaldo Rodrigues Pereira, ao lado do shopping Monte Carmo, ligando assim regionais Centro e Alterosas.

No dia do lançamento da obra, que contou com a presença do prefeito de Betim, Vittorio Medioli (sem partido) e da presidente Ecos, Marinésia Makatsuru, um investimento de R$ 4,9 milhões, com parceria da prefeitura com o shopping, como contrapartida, foi anunciado para a intervenção que, segundo as informações divulgadas no dia, seria terminada em agosto daquele mesmo ano (2018).

Após dois anos, o viaduto ainda não chegou ao fim e vem causando problemas, tanto para quem mora na região e para quem precisa acessar as regionais diariamente.

O jornal Vale do Paraopeba também tentou contato com a Prefeitura de Betim e com a Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito (Ecos-Betim), afim de obter esclarecimentos ou medidas que possam ser tomadas, até o momento não obtivemos retorno.

 

(Matéria sob atualização).

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