Talude é estabilizado em lagoa que transbordou em Betim

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Participam do monitoramento engenheiros, geólogos, biólogos, bombeiros, guardas municipais e policiais militares com medições e registros aéreos por meio de drone. Foto: PMB/ Divulgação.

Moradores da região foram aconselhados a deixarem a casas novamente após terem sido autorizados à retornarem aos imóveis

Os trabalhos de esvaziamento e manutenção emergencial na represa localizada na Fazenda Monjolo – área particular no bairro Duque de Caxias, em Betim, seguem nesta sexta-feira, segundo informou a prefeitura de Betim.

As intervenções visam remediar os danos causados pelo extravasamento de água que ocorreu no local, na última quarta-feira (17), o que levou dezenas de pessoas que residem na região a serem aconselhadas pela Defesa Civil municipal a deixarem as casas. Os trabalhos também são para prevenir possíveis novos extravasamentos de água.

De acordo com a prefeitura, das 55 famílias foram orientadas a deixarem os imóveis, mas nem todas seguiram a medida de segurança. Deste total, 25 foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) para acompanhamento. Treze famílias estão na casa de parentes e quatro foram para um abrigo montado na Escola Municipal Maria Aracélia Alves, no Itacolomi.

Após evoluções na obras para segurança dos moradores e estabilidade da repressão, na noite de ontem (18), a Defesa Civil, com o acompanhamento da Semas, autorizou que oitos famílias retornassem às moradias para pernoite, logo após ser constatada a estabilização do talude. Contudo, com a retomada das intervenções, nesta manhã (19), essas famílias foram orientadas novamente a deixarem os imóveis e retornarem ao abrigo  ou para casas de parentes, como informou a prefeitura em nota.

Ao longo desta semana, a Defesa Civil municipal e estadual, Corpo de Bombeiros, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Copasa tem se reunido e visitado o local desde que, na virada de noite de terça-feira (15) para quarta (16), a represa apresentou trincas e uma parte do talude cedeu o que, ao que tudo indica, foi o que provocou o transbordamento de água ameaçando moradores da região. Principalmente as casas localizadas na avenida Adutora Várzea das Flores, paralela à represa.

Uma das primeiras ações definidas era a execução de um canal de alívio nessa mesma avenida, que cedeu em consequência do incidente, e a execução de um barramento, margeando a represa, em matacões de pedra para manter a estabilidade da via. Além disso, seriam instaladas na lagoa duas bombas para evitar que o nível da água suba rapidamente.

Entretanto, ainda ontem (18), segundo as equipes, o nível da represa reduziu entre oito e dez metros, o que provocou mudanças no plano de ação para reparar os danos e impedir um novo extravasamento. Com isso, a Defesa Civil esclareceu que agora uma das prioridades é preservar a vazão do coletor que desentupiu de quarta-feira (17) para quinta (18). “Preservando este coletor, não vai haver a necessidade de abrirmos aquele canal de alívio que planejamos”, disse o diretor de manutenção de obras públicas da Ecos, Wilton Leite.

Na manhã de hoje, o órgão informou que a equipe está concentrada para desobstruir o coletor que irá drenar a água.

Ainda segundo o superintendente de Defesa Civil, Walfrido Lopes, o barramento permanece seguro. “Nós já conseguimos estabilizar o talude. Além disso, toda a base foi calçada com pedras e compactada com máquinas”.

Participam do monitoramento engenheiros, geólogos, biólogos, bombeiros, guardas municipais e policiais militares. Eles fazem novo mapeamento da área atingida com medições e registros aéreos por meio de drone.

“As ações emergenciais estão sendo realizadas para minimizar os danos causados e inibir os novos riscos para a população que é moradora da região”, informa a prefeitura de Betim, em nota.

Vargem das Flores

A ocorrência no Duque de Caxias não tem nenhuma relação com o reservatório de Vargem das Flores, popularmente conhecido como Várzea das Flores, de responsabilidade da Copasa.

Segundo o superintendente da Defesa Civil de Betim, Walfrido Assis, as causas do transbordamento serão apuradas, porém há a possibilidade de que o volume de água tenha aumentado por conta da chuva que ocorreu no dia no rompimento, na cabeceira do rio, chegando ao nível do limite, vindo a transbordar.

Até a tarde desta sexta-feira, moradores da regional Alterosas, próximo ao local da represa, relataram que estavam sem água em casa. O jornal tentou contato com a Companhia, mas até o momento não obteve retorno.

Até nesta tarde, a represa Vargem das Flores registrava 99,5% da capacidade máxima da capacidade de armazenamento da estrutura.

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