Chuvas de 2018 e obra de captação no Rio Paraopeba contribuíram para retomada dos níveis

A capacidade da represa Vargem das Flores atingiu recorde na comparação histórica entre janeiro de 2014 e janeiro deste ano. Segundo registros da Copasa, no dia 5 a estrutura operava com preenchimento de água de 83,73%, contra 34% de 2015, ano em que a crise hídrica atingiu o período mais crítico. O pior nível foi o de novembro de 2015, quando a represa operava apenas com 20,4% da capacidade.

De acordo com o diretor de Operação Metropolitana de Copasa, Rômulo Perilli, as chuvas de 2018 contribuíram para o resultado positivo. “Em 2018 tivemos uma precipitação de 8% acima da média histórica dos últimos 70 anos. Foram 1.670 milímetros para uma média de 1.540”, explicou.

Outro fator foi a obra de captação de água do Rio Paraopeba, em Brumadinho, que entrou em funcionamento em 2015, ano em que os sistemas quase entraram em colapso devido à crise hídrica. “Essa captação agregou ao sistema 5 mil litros de água por segundo. Como capturávamos da Vargem das Flores 1.500 litros por segundo e reduzimos para 750 litros, temos conseguido fazer com que a represa se recupere”, explicou.

Os demais reservatórios que compõem o sistema Paraopeba também estão com níveis elevados na comparação com os últimos anos a partir de 2014. Na represa Rio Manso, a capacidade ocupada na primeira semana de janeiro era de 78,7%. O pior índice foi o de dezembro de 2015, com 28,7%. O número é alto, mas não é considerado como recorde, que foi registrado em abril de 2018, quando operava com 96,1%.

Já o reservatório Serra Azul, operava com 59,1% da capacidade nos primeiros dias do ano, maior índice dos últimos cinco anos. A pior marca foi em novembro de 2014, quando o reservatório entrou em estado crítico com apenas 5,2% de capacidade.

O sistema Paraopeba é responsável pelo abastecimento de 43% da população de parte de Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Contagem, Esmeraldas, Ibirité, Igarapé, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa e parte de Vespasiano.

Uso consciente

De acordo com Perilli, a abundância não deve fazer com que a população baixe a guarda no uso racional da água. Medidas para economizar este recurso devem ser mantidas.

“Nós monitoramos e cremos que este ano a situação estará confortável pois as chuvas devem se manter no mesmo nível de 2018 e a captação do Rio Paraopeba nós dá uma tranquilidade pelos próximos 20 anos. Mas isso não significa que as pessoas podem consumir a água desperdiçando. O consumo tem que ser prudente e racional”, destacou.

 

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