Operação da PF em Betim combate fraude no INSS

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Trabalho de investigação apurou que a organização criminosa efetuava fraudes, mediante criação de pessoas fictícias e falsificação de certidões de nascimento, identidade, comprovantes de residência e títulos de eleitor. Foto: PF/ Divulgação.

Crimes provocaram rombo de aproximadamente R$ 1 milhão nas contas públicas

A operação “Acinte II” prendeu em Betim quatro pessoas suspeitas de envolvimento com fraudes previdenciárias que geraram aos cofres públicos um prejuízo de R$ 1 milhão.

A ação ocorreu no dia 5 de novembro, por meio da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Núcleo de Inteligência Previdenciária e Trabalhista de Minas Gerais.

Segundo informações da PF, o trabalho de investigação apurou que uma organização criminosa efetuava fraudes, mediante criação de pessoas fictícias e falsificação de certidões de nascimento, identidade, comprovantes de residência e títulos de eleitor. Tudo com o objetivo de fraudar o INSS e obter, na maioria dos casos, benefícios voltados a pessoas idosas com baixa renda.

“A partir da identificação dos benefícios fraudados, foi possível identificar outros integrantes do grupo criminoso, presos nessa data, que serão autuados pela prática dos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, cujas penas de reclusão podem passar de 9 anos, se condenados”, disse a PF, em nota.

A prisão preventiva dos suspeitos foi expedida pela 9ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais. Que também decretou mais seis mandados de busca e apreensão, além retenção de valores em duas contas bancárias e apreensão de cinco veículos.

Como resultado da ação, também foram apreendidos celulares, 20 chips – utilizados nesse tipo de telefone, e farta documentação.

Segundo os agentes federais, além dos valores já apurados, será evitado prejuízo futuro de mais de R$ 3,5 milhões com a desarticulação das fraudes praticadas pelos envolvidos.