Casos de dengue neste ano superam os registrados em 2018

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Sala de hidratação funciona na clínica da Asmube localizada à rua Mato Grosso, 926, no bairro Espírito Santo. Foto: Roberto Maradona.

Centro de hidratação foi montado para receber pacientes com dengue

Os casos de dengue nos primeiros 40 dias de 2019 em Betim já ultrapassaram todos os confirmados de 2018. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, no ano passado foram notificados 1.378 casos e confirmados 153. Até o dia 10 de fevereiro, as notificações já chegavam a 1.317, dos quais 723 haviam sido confirmados. Há, ainda, três óbitos suspeitos na cidade sob investigação.

Para atender a população, um posto de hidratação foi montado na clínica da Associação dos Servidores Municipais de Betim (Asmube), desde o dia 14 de fevereiro. O espaço foi cedido pela instituição e terá funcionamento 24 horas, todos os dias da semana, por aproximadamente dois meses.

“Esse local vai ser importante pois irá desafogar a quantidade de pacientes que procuram as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), onde eles receberão um olhar diferenciado para casos de dengue”, explica o diretor de Vigilância à Saúde, Nilvan Baeta. Segundo ele, a previsão é que ocorram cerca de 100 atendimentos por dia. Lá serão recebidos pacientes com dengue acima dos 13 anos, que precisam passar por hidratação oral ou venosa.

Segundo Baeta, os principais sintomas da dengue são febre alta de início súbito, náuseas, vômitos, dores de cabeça, no fundo dos olhos no abdômen, ossos e articulações, além de mal-estar e cansaço físico extremo. Na menor das suspeitas, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

O tratamento consiste em beber bastante água para se hidratar, consumir pequenas quantidades de alimentos e utilizar antitérmicos como dipirona ou paracetamol para abaixar a febre e aliviar a dor.

Caso os sintomas se agravem e o paciente sinta dor abdominal intensa e sinais de hemorragia, a orientação é procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima. Isso pode significar dengue hemorrágica, quadro mais delicado da doença, que exige atenção especial.

Educação

De acordo com Nilvan Baeta, a situação de dengue é semelhante em todo o Estado, onde os casos já são 603% superiores aos do ano passado. Em Betim ele diz que o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apontou 2,8%, que significa estado de alerta. Porém, em bairros das regionais Alterosas, Citrolândia, Norte e Petrovale o índice chega a 4%, já considerado como risco de surto.

Ele afirma que os maiores focos do mosquito encontrados pelas equipes de combate a endemias são dentro das casas. “São focos passíveis de remoção, como bebedouros de animais – que devem ser lavados todos os dias, vasos de planta, entre outros reservatórios que acumulam água parada e favorecem a reprodução do Aedes Aegypt, o mosquito transmissor”, afirmou.

Além da dengue, ele também transmite zica e chikungunya. “Por isso orientamos que as pessoas usem repelente e esperamos que a população também faça sua parte, mantendo seus quintais limpos”, acrescentou.

Para ajudar a conscientizar a população, a prefeitura tem divulgado materiais educativos, além de trabalhos em escolas, empresas e templos religiosos. As instituições interessadas em participar do projeto podem ligar no número 3112-3299.

 

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