Após pouco mais de 24 horas em paralisação, tanqueiros decidem interromper a greve

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Foto: SindTanque/MG

Abastecimento deve ser normalizado até amanhã, diz Minaspetro

Com uma greve anunciada desde a madrugada desta quinta-feira (21), motoristas que transportam combustíveis em Minas Gerais decidiram, na tarde de hoje, encerrar a greve, pelo menos por enquanto. Sem falar sobre os detalhes, o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), Irani Gomes, informou que foi feito um acordo com as distribuidoras.

“Após sensibilidade das distribuidoras junto às transportadoras de combustível derivado de petróleo do Estado, eles resolveram suspender a paralisação até o momento. Mas ainda aguarda a posição do governo de Minas referente às alíquotas dos combustíveis”, disse

Os protestos foram motivados pela alta nos preços dos combustíveis e o ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias por transporte interestadual). Caixões foram colocados na entrada da BR Distribuidora (uma das empresas transportadoras) para simbolizar a “morte do frete”.

Em até 24 horas, conforme afirmou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), o abastecimento deve ser normalizado por todo o Estado. “Os caminhões já começam a ser abastecidos normalmente”, elucida a organização.

Alvoroço nos postos de combustíveis

Filas quilométricas foram registradas em diversos pontos de Minas Gerais na manhã desta sexta-feira (22). Motoristas disseram que ontem chegaram a sentir no bolso a paralisação. O litro da gasolina comum, por exemplo, estava sendo vendido por até R$6,69, e o da aditivada, R$6,79.

Auxílio diesel

Com o intuito de evitar uma greve geral entre os caminhoneiros (marcada para o próximo dia 1º) foi anunciado ontem pelo Governo Federal, um auxílio no valor de R$400 para aqueles que trabalham de forma autônoma. Entretanto, Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que esse valor não é compatível com as demandas e necessidades dos trabalhadores, sendo assim, ainda está mantida a programação para o início de novembro.