Coronavírus: Clínica de Diálise em Betim adota medidas de segurança para pacientes

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Medidas como desinfecção diária do local de espera dos pacientes e ações de conscientização realizada pelos funcionários foram adotadas no local. Foto: Gabriela Terra/ Divulgação.

Funcionários do local também receberam orientações de como se prevenir do contágio da Covid-19

Diante da pandemia no novo coronavírus, os órgãos de saúde estipularam normas para que a propagação do vírus não tenha êxito. Entre elas, está o isolamento social. Porém muitas pessoas necessitam de sair para trabalhar em algum serviço essencial ou para irem ao médico receber um tratamento indispensável para manter a saúde em dia.

A Clínica de Diálise da Associação Evangélica Beneficente de Minas Gerais (AEB-MG – Betim), localizada no prédio do Hospital Público Regional de Betim (HPRB), atende por mês 531 pacientes. São 465 na modalidade de hemodiálise e 66 de diálise peritoneal. Todos são da área de risco do novo coronavírus, e necessitam continuar com o tratamento, sendo necessário se locomoverem até o local.

Em entrevista exclusiva à Folha Vale do Paraopeba, o responsável técnico e coordenador Clínico da Clínica AEB-MG, doutor Tiago Cerqueira, explicou algumas iniciativas que vêm sendo exercidas na estrutura para garantir a segurança dos pacientes e dos funcionários.

De acordo com o médico, alguns hábitos foram alterados, já que antes havia maior liberdade de locomoção nas dependências do local, tanto para pacientes e funcionários. “A rotina da clínica necessitou de adequação em razão das normas para contenção do vírus. Reduzimos o fluxo de pessoas, fluxo nas áreas de aglomeração e também exercemos o isolamento de casos suspeitos”, elucida.

Além disso, ele afirma que outras medidas foram adotadas para garantir a segurança dos funcionários e dos pacientes. Como a redução do tempo de permanência na recepção,
filas com distanciamento de um metro e meio sinalizado no chão, máscaras doadas pela instituição, desinfecção diária do local de espera dos pacientes, ações de conscientização realizada pelos funcionários e solicitação de acompanhante em casos realmente necessários.

Segundo o coordenador, houve também um trabalho voltado para a educação e comunicação das normas a serem adotadas. “Foram confeccionados e afixados cartazes na unidade sobre as orientações de cuidado, etiqueta respiratória e distanciamento social”.

Em relação a equipe de profissionais de saúde, o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) é obrigatório para todos. “Todos da clínica usam no momento máscara N95/PFF2 e proteção facial com face shield, anti respingo, além de outros materiais de proteção obrigatórios”, disse Cerqueira.

Tiago ainda explica que também foi estruturado um atendimento seguro aos pacientes renais crônicos com suspeita de Covid-19. “Eles são encaminhados para uma sala de isolamento inicial e, após avaliação médica, são encaminhados para realizarem a sessão de diálise em uma sala de isolamento respiratório específica ou no salão, de acordo com sua suspeita clínica”, finaliza.