Projeto social da Ramacrisna em Betim já beneficiou 576 pessoas

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Estagiários de psicologia do Pitagóras realizam atendimento virtual e em grupo para que todos os jovens inscritos no programa "Jovem Aprendiz" da Ramacrisna. Foto: Divulgação/ Ramacrisna.

Atendimento psicológico virtual do “Se cuida Jovem” é de grande relevância para jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade

Valorização da vida e cuidados com a saúde mental dos jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Esse é um dos objetivos do projeto “Se Cuida Jovem”, criado pelo Instituto Social Ramacrisna, em Betim.

Neste mês, o programa, paralisado por conta da pandemia de Covid-19, retornou aos trabalhos em parceria com a faculdade Pitágoras.

Dessa forma, os estagiários de psicologia da instituição de ensino realizam atendimento virtual e em grupo para que todos os jovens inscritos no programa “Jovem Aprendiz” da Ramacrisna sejam contemplados.

De acordo com o instituto, são cerca de 576 aprendizes, atuando em 103 empresas parceiras. Para a vice- presidente do Ramacrisna, Solange Bottaro, em um ano de pandemia, consequentemente de isolamento social, o projeto ganha mais força e importância. “Com este projeto poderemos oferecer apoio e acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade social”, explica Solange.

Segundo a coordenadora pedagógica do programa “Adolescente Aprendiz”, Nathália Paro, o projeto teve início em julho de 2018, numa perspectiva de atender os jovens que passavam por algum sofrimento mental. “O sofrimento é intangível, mas ele causa impacto em todas as relações desses jovens, seja ele social, familiar ou profissional. Desde que iniciamos este trabalho com os aprendizes, vimos grandes resultados, inclusive, com devolutivas muito positivas das empresas, das famílias e também de uma melhora na evasão escolar”, disse Nathália.

Ela ainda elucida que os atendimentos só foram paralisados por conta da pandemia. “Desde o mês de setembro voltamos de forma virtual, pois vimos novamente essa necessidade urgente de acolher este jovem”, explica e continua.

“Será um desafio realizar este projeto de forma virtual, tanto para os jovens, quanto para a Instituição, quanto para os profissionais envolvidos. Mas nossa expectativa é alcançar o máximo de adolescentes possíveis, que estão por aí sem escuta, vivendo ansiedades terríveis, em sofrimento e até pensando em suicídio. Queremos é acolher, apoiar e mostrar as diversas possibilidades da vida”, finaliza.