Vacina contra meningite será oferecida gratuitamente em Betim

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Antes, a vacina se encontrava apenas na rede privada, agora o Ministério da Saúde (MS) disponibilizará a dose no Sistema Único de Saúde (SUS). Foto: Reprodução /TV Anhanguera.

Doses serão direcionadas aos adolescentes de 11 e 12 anos de idade

Em breve, mais uma vacina importante estará à disposição dos betinenses. A vacina meningocócica, conjugada ACWY, que protege contra quatro tipos de meningites bacterianas, entrou no Calendário Nacional de Vacinação neste ano, e será disponibilizada aos adolescentes de 11 e 12 anos.

Antes, a vacina se encontrava apenas na rede privada, agora o Ministério da Saúde (MS) disponibilizará a dose no Sistema Único de Saúde (SUS). Para se vacinar, é necessário comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, portando o cartão de vacinação e um documento de identificação.

De acordo com a referência técnica em imunização, Úrsula Rodrigues, a meta é imunizar no mínimo 80% do público-alvo. “A escolha desse grupo para receber a vacina foi definida pelo MS, considerando a incidência da doença no país e a prevenção do estado de portadores dos adolescentes. Ao imunizar esses adolescentes, a expectativa é que isso ajude a proteger os demais grupos”, explica.

Em Betim, cerca de 15.000 adolescentes com 11 e 12 anos de idade devem receber a vacina ao longo de 2020. Ano passado, a cidade registrou apenas um caso confirmado de um paciente entre 10 e 19 anos, dentre as meningites imunopreveníveis, ou seja, as que são preveníveis por meio da vacinação.

Segundo os dados da Diretoria de Vigilância em Saúde do município, neste ano, até a publicação desta matéria, nenhum caso foi confirmado.

Ao comparecerem às UBSs, os adolescentes também poderão atualizar o cartão de vacinas. “Os jovens podem ser imunizados contra outras doenças, como HPV, hepatite B, febre amarela, rubéola e sarampo, por exemplo”, afirma.

A doença

A meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas. Algumas são preveníveis por meio da vacinação. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos.

Historicamente, a incidência da doença é mais alta entre crianças menores de um ano, com um segundo pico, em adolescentes e adultos jovens.