Atividades incentivam o autocuidado como forma de prevenir o câncer de mama

Uma série de ações têm sido realizadas ao longo do mês em comemoração ao Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção do câncer de mama. Esse é o tipo de câncer com maior incidência na população feminina no Brasil e no mundo, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), perdendo apenas para o de pele não melanoma.

Em Betim, o número de casos vem reduzindo a cada ano. Em 2017 foram 29, no ano passado 27 e, em 2019, 23 casos até o fechamento desta edição. De acordo com a referência técnica da Saúde da Mulher da secretaria municipal de Saúde, Elis Regina, ao longo do mês, diversas atividades serão realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade, para incentivar o autocuidado e a prevenção do câncer. Um seminário sobre o assunto também foi realizado no dia 2 de outubro.

“Estamos fazendo uma campanha de informação sobre a importância da mulher se conhecer, pois quanto mais cedo o diagnóstico de um câncer, maiores são as chances de cura”, diz.

Por isso, é essencial que as mulheres façam a auto palpação nos seios com regularidade, logo após a menstruação. Mulheres que não menstruam mais podem escolher uma data do mês para não se esquecerem. Regina afirma que caso a paciente encontre alguma alteração nas mamas, ela deve procurar a UBS mais próxima, para prosseguir com um possível diagnóstico.

No caso de mulheres na faixa de 50 a 69 anos, a mamografia de rotina é o exame mais adequado para identificar o câncer. Esse é o público mais acometido pela doença. Porém, mulheres mais novas ou mais velhas também devem se tocar para ficarem atentas a qualquer mudança nos seios.

Elis Regina ainda destaca que os profissionais de saúde também devem ter um olhar sensível com relação às pacientes. “Ainda há muito preconceito com relação ao câncer. Muitas mulheres fazem os exames, mas não buscam, por medo. Por isso, os profissionais devem acolher essas mulheres e dar todo apoio nesse percurso do diagnóstico”, afirma.

Fatores de risco

A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama, ou seja, quando parentes de primeiro grau tiveram a doença. Estas, inclusive, começam a fazer o rastreamento por meio da mamografia mais cedo, por volta dos 35 anos.

Porém, hábitos de vida danosos como alcoolismo, tabagismo e sedentarismo também contribuem para o surgimento de câncer. Por isso Elis destaca que a mulher deve manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e se manter dentro do peso corporal adequado para diminuir as chances de incidência da doença. “Amamentar também é um fator protetor”, acrescenta.