Entrevista com Gutto Silva, candidato à Prefeitura de São Joaquim de Bicas

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Morador do município desde que nasceu, o ex-taxista Gutto Silva, de 37 anos, é casado e pai de duas fi lhas. Atualmente, ele é empresário do ramo de transporte e revela ao jornal que, desde criança, se interessa por política. Foto. Equipe /Gutto Silva.

Postulante ao cargo do executivo municipal faz uma avaliação da administração e apresenta suas ideias e propostas

Dando sequência às entrevistas com candidatos às prefeituras de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, a Folha Vale do Paraopeba conversa com Carlos Augusto Resende Silva, o Gutto Silva, candidato à Prefeitura de São Joaquim de Bicas, pelo PSD-55. Para completar a chapa, Gutto conta com Ester Pereira como candidata a vice.

Morador do município desde que nasceu, o ex-taxista Gutto Silva, de 37 anos, é casado e pai de duas filhas. Atualmente, ele é empresário do ramo de transporte e revela ao jornal que, desde criança, se interessa por política.

Durante a entrevista, Gutto fala sobre propostas para o transporte público e a educação. Avalia a atual gestão e destaca a emenda parlamentar que conseguiu levar para a cidade, no valor de R$ 140 mil para investimentos na saúde. Confira:

Folha Vale do Paraopeba: O que impulsionou o senhor a concorrer à prefeitura este ano?

Gutto Silva: Desde pequeno me interesso por política. E, com o tempo, percebi que lideranças dentro da cidade foram desistindo de concorrer. Assim um espaço para a renovação foi se abrindo no cenário político de “Bicas”. Nesse contexto, me posicionei politicamente, junto ao apelo popular, me disponibilizando como candidato.

FVP: Caso seja eleito, como irá administrar um município no “pós-pandemia”? Sobretudo com o aumento do desemprego?

Gutto Silva: A cidade tem alguns agravantes. Relembro que, agora, em outubro, o valor pago a alguns moradores pela Vale, devido a tragédia de Brumadinho (2019), chega ao fi m. Isso provocará mais uma dificuldade para administrar o município, com uma queda na economia, já abalada pela pandemia. Sendo assim, trabalharemos para que a cidade possa se tornar mais atraente para os empresários e empresas. Destaco também, que, este ano, mesmo sem nenhuma atividade expressiva dentro da política, consegui, através de uma emenda parlamentar do senador Carlos Vianna (PSD), R$ 140 mil destinados à saúde. Inclusive o valor já foi entregue à administração local. Digo isso porque não medirei esforços para que a cidade tenha o melhor a oferecer ao moradores.

FVP: Qual o maior problema do município atualmente? Como resolvê-lo?

Gutto Silva: Em primeiro lugar é o desemprego. E isso esbarra na questão de que na cidade não há um transporte público de qualidade. Sendo assim, o cidadão, que geralmente trabalha fora do município sofre com a escassez de transporte e também com uma passagem caríssima. Por isso, tenho uma proposta para que “Bicas” possua uma empresa de transporte coletivo própria, com o objetivo de transportar os moradores para Betim, Contagem e BH. Assim, consequentemente, haverá um menor valor de passagem. Olhe, um ônibus sai de Belo Horizonte até Itaguará com quase o mesmo preço pago até “Bicas”, isso não faz sentido. Devemos olhar essa situação e a questão de quebra de monopólio. Outra coisa, repare as cidades vizinhas, como Betim, Juatuba, e Igarapé, nelas há uma ou mais unidades de grandes redes de supermercados, e em São Joaquim de Bicas não. Um empreendimento desse patamar é uma forma de gerar empregos. Sem falar que a prefeitura deixou o Atacadão ir embora. Era um grande gerador de empregos, e o emprego é o primeiro passo para trazer dignidade para população.

FVP: Qual o balanço que o senhor faz da atual gestão? Inclusive durante a pandemia?

Gutto Silva: Esperei dois anos para fazer uma crítica mais precisa. Contudo, nesse tempo de análise percebi que faltou bastante empenho para atrair coisas boas, deixando a desejar em pontos básicos. Há bairros sem água e luz, sem infraestrutura, abandonados. É perceptível que o município não se desenvolveu como prometido. Durante a pandemia, faltou uma aproximação da prefeitura com os comerciantes e população para que pudessem opinar e decidirem juntos as medidas. As informações não eram tão claras. Sem falar dos comerciantes que tiveram que fechar as lojas porque não conseguiram pagar aluguel. A prefeitura deveria ter se empenhado para intermediar uma melhor forma para os dois lados. Mas o que eu vi foi um executivo e uma secretaria da Saúde neutros. Sem contar que os óbitos de “Bicas” já são o dobro de Igarapé.

FVP: Não diferente de outras regiões do país, os moradores clamam por uma de rede de esgoto, e tratamento de água, e também por um transporte público eficiente. Há algum projeto para os dois setores?

Gutto Silva: Neste ano foi aprovado o marco de saneamento básico. Estamos acompanhando o desenrolar e, com o apoio do senador Carlos Vianna, pretendemos resolver o problema. Na minha opinião, é até uma falta de respeito com o morador que contribuí com os impostos passar um asfalto numa rua sem saneamento básico. Pois isso gera mais custos lá na frente, já que quando for implantar a rede de esgoto terá que quebrar o asfalto e depois refazer. Não trabalhamos assim. Nós vamos resolver as demandas corretamente. Nesse caso, por exemplo, primeiro vem a rede esgoto, água pluvial, depois o asfalto e logo toda infraestrutura de acabamento. Não queremos “asfaltos eleitoreiros” para depois criar gastos desnecessários. Sobre o transporte, como disse anteriormente, pretendo trazer uma empresa para o município e diminuir o custo da passagem. Também desejo criar um transporte alternativo para os bairros, a fi m de diminuir custo e tempo, já que o transporte local é precário. Têm bairros com apenas dois horários de ônibus por dia. Então vamos agregar um transporte de qualidade à população.

FVP: O que o Senhor espera das eleições deste ano na cidade e como é sua relação com os adversários?

Gutto Silva: Eu penso diferente dos outros candidatos. Eu e minha equipe temos uma visão mais descentralizada e queremos dar oportunidade para pessoas novas, de acordo com a meritocracia. Já na campanha, o contato com o eleitor se tornou difícil, ainda mais no meu caso que preciso me apresentar. Meus adversários não, um é vereador e o outro é o prefeito, não precisam de apresentações. Eu sim. Por isso utilizo máscaras e sempre higienizo as mãos. Tenho usado também bastante as redes sociais para me apresentar. E percebo que pessoas já estão cientes de que há dois “Gutos” na disputa, e eu sou o Gutto Silva.

FVP: Há alguma coisa que você gostaria de pontuar aos eleitores?

Gutto Silva: É importante todos os sanjoaquibiquenses entenderem que a situação política do município só vai ser mais efetiva quando derem uma chance para a renovação. E eu, Gutto Silva, sou a renovação. É necessário “mudar os nomes”, porém é importante mudar a forma de governar. O meu slogan “Renovação com união” representa o desejo de trabalhar com quem acredita na mudança, sempre em união com o povo. Pois um prefeito deve andar no meio dos eleitores, ouvindo as demandas da população, e não os interesses pessoais. Aliás, deixo aqui meu respeito e solidariedade aos professores. Caso seja eleito, vou praticar sempre o diálogo com essa classe que tanto admiro, e que contribuí com a formação do ser humano. Tanto quanto é importante construir escolas, é oferecer um serviço de ensino, alimentação e limpeza que atenda as demandas dos usuários e profissionais, desde o porteiro até o professor. Mas não vou olhar só os servidores da educação, mas todos servidores públicos, sobretudo os da saúde. Sempre com o diálogo, visando a valorização desses profi ssionais, buscando resolver suas necessidades. Elucido que no meu plano de governo, ainda na educação, vou melhorar a questão do zoneamento escolar. Temos alunos que moram em bairros distantes de onde estudam, o que acaba gerando gasto em transporte e transtornos. Mas quando se coloca o aluno para estudar perto da casa dele, isso contribuí com a diminuição da evasão escolar. No meu plano também proponho a criação de um hospital regional na cidade, em parceria com municípios vizinhos. Dessa forma, “Bicas” não será conhecida apenas como a cidade do presídio, pois também terá um hospital de grande porte. Vamos criar coisas boas e melhorar a qualidade de vida dos moradores de São Joaquim de Bicas.

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